Mercado Físico
O mercado físico do boi apresentou um volume moderado de negociações, com oscilações de preços em quase todas as praças. Apesar do avanço da estação chuvosa as escalas de abate seguem um pouco restritas, contrariando os frigoríficos que forçam uma postura cautelosa segurando o peço pago pela arroba.
Em São Paulo (SP) os preços oscilaram de R$ 100 a 101/@ livre à vista a R$ 101 a 102/@ livre a prazo. No estado do Mato Grosso do Sul (MS) a arroba ficou em média na casa de R$ 94 a 95/@ livre à vista a R$ 95 a 96/@ livre a prazo.
No Goiás (GO) a arroba ficou estável na casa de R$ 93/@ livre à vista e de R$ 94/@ livre a prazo, em Minas Gerais (MG) o preço oscilou de R$ 94 a 93/@ livre à vista a R$ 95 a 94/@ livre a prazo, já no Mato Grosso (MT) os preços variaram entre R$ 93 a 92/@ à vista mantendo-se estável em R$ 94/@ livre a prazo.
Em Rondônia (RO) os preços oscilaram de R$ 90 a 89/@ livre à vista e R$ 91 a 90/@ livre a prazo, no Tocantins (TO) a arroba variou entre R$ 90 a 86/@ livre à vista e R$ 91 a 87/@ livre a prazo, enquanto no Pará (PA) os preços variaram entre R$ 89 a 84/@ à vista a R$ 90 a 85/@ livre a prazo.
No Rio Grande do Sul (RS) o quilo vivo foi cotado entre R$ 3,30 a 3,40 a prazo.
De modo geral os frigoríficos estão evitando uma postura agressiva na procura de animais, com exceção de alguns frigoríficos de menor porte, que diante das escalas restritas já reajustam o preço pago pela arroba.
A retomada do consumo interno acende uma expectativa de evolução dos preços pagos ao produtor, que pode vir a se firmar caso a oferta de animais prontos para o abate continue um pouco tênue.
Atacado
O desenvolver do ano parece ter deixado para trás aquele mercado descapitalizado. Com a virada o mês o consumo reascendeu, o que já era esperado devido ao pagamento de salários nesse período.
No atacado paulista (04/02), o traseiro foi cotado a R$ 8,00/kg, alta de 1,26% na quinzena, o dianteiro a R$ 5,00/kg, valorização de 4,16%, e a ponta de agulha a R$ 4,80/kg, alta de 6,66% no mesmo período.
As vendas do mercado atacadista voltam a fluir, com preços atrativos ao consumidor, o que pode fazer perder força a tendência baixista da arroba do boi.
Mercado Futuro
Durante a quinzena o mercado futuro apresentou uma tendência de alta. Após semanas andando de lado o mercado encontrou um rumo, com negociações mais expressivas e valorização dos contratos, diante da oferta de gado relativamente restrita para essa época do ano.
Na quinzena o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista apresentou alta de 0,35% sendo cotado a R$ 103,06/@, na última sexta-feira (04/02), frente a R$ 102,70/@ de 24/01. O indicador a prazo foi cotado a R$ 104,21/@ (04/02), o que demonstra ligeira desvalorização de 0,40% no período analisado (24/01 a 04/02) já que a cotação no dia 24/01 foi de R$ 104,62/@.
Os contratos de boi gordo na BM&FBovespa também apresentaram valorização durante a quinzena. Os contratos com vencimento em fevereiro terminaram o pregão (04/02), com 4163 contratos em aberto, valendo R$ 102,37/@, variação de +1,10% na quinzena. Os com vencimento em março, valorizaram 2,46%, sendo cotados a R$ 100,50/@ com 140 contratos em aberto. Os com vencimento em abril fecharam o pregão valendo R$ 98,81/@, com 18 contratos em aberto, alta de 2,42% na quinzena e os de maio, à R$ 97,99/@ com 1174 contratos em aberto, valorização de 2,60% no período analisado.
Os negócios no mercado futuro seguem ainda um pouco lentos, influenciados principalmente pela oferta de animais prontos para abate, que deve continuar a ser o fator mais ponderante para a evolução dos preços futuros nesse começo de ano.
Reposição
Na quinzena o preço do bezerro apresentou valorização. A procura pela reposição deve se intensificar com a aproximação da safra de boi gordo e a expectativa de bons preços, o que deve favorecer para que o bezerro siga firme nos próximos dias.
Na reposição, o indicador Esalq/BM&FBovespa bezerro Mato Grosso do Sul (MS) foi cotado (04/02) a R$ 711,85/cabeça à vista, registrando desvalorização de 1,30% na quinzena.
Apesar da estabilidade do mercado durante a quinzena, com a insipiente valorização do boi gordo (0,35%) e a pequena alta do bezerro (1,30%), a relação de troca esteve em 1:2,31 fazendo deste um momento atrativo à reposição.
Analista: Geraldo Ferreira Gontijo Neto
(Centro de Inteligência em Mercados)
Fonte: BEEFPOINT, BOLETIM INTERCARNES, CEPEA, IMEA, ITRADING, SAFRAS & MERCADO, SCOT CONSULTORIA