A terceira semana de agosto teve início com fortes dados do exterior, e o dólar à vista fechou em declínio de 0,85% no dia. O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão teve uma taxa de crescimento de 0,4%, muito abaixo das expectativas de 2,3%. O que aumentou a aversão ao risco e valorizou a os títulos públicos e o dólar. Além disso, o que também colaborou para a desvalorização da moeda norte-americana foi os dados decepcionantes dos EUA. O índice de sentimento de confiança das construtoras norte-americanas caiu 1 ponto em relação a julho, ficando em 13 pontos neste mês. O índice Empire State de atividade industrial do Fed (banco central americano) de Nova Iorque apesar de ter subido para 7,10 ficou abaixo do esperado em 1,4 pontos. No cenário nacional o real se valoriza, ainda mais com o impulso das expectativas fluxo de recursos para o País, principalmente sobre a captação da Petrobras, prevista para setembro. No mercado interbancário de câmbio o dólar fechou a R$1,757, assim como no mercado futuro.
Na terça-feira houve uma melhora no cenário exterior, após divulgação de balanços patrimoniais e a valorização de commodities, as bolsas no mundo inteiro avançaram, diminuindo a aversão ao risco, o que desvalorizou o dólar. Nos Estados Unidos o medo da deflação se desfez após divulgação do índice de preço ao produtor (PPI) ter subido 0,2% e o crescimento das obras de imóveis residenciais em 1,7%, no mês passado. No Brasil a previsão de estabilidade da taxa Selic (taxa básica de juros) também gerou maior segurança ao mercado acionário. O dólar comercial fechou em baixa pelo segundo dia seguido, negociado a R$ 1,754 no mercado interbancário de câmbio.Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,755, recuo de 0,11.
O meio da semana foi marcado com baixa movimentação no mercado de câmbio devido à agenda mundial fraca. No Brasil o dólar rompeu seu piso psicológico de R$1,75 na expectativa de maior intervenção do Banco Central, o que não ocorreu. O BC apenas realizou leilão por volta de 15h30 e fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,7520. No entanto o dólar se manteve no patamar negociado a R$1,753 no mercado interbancário de câmbio , na BM&F o dólar à vista encerrou o pregão com recua de 0,11%, a R$1,7531.
O mercado doméstico de câmbio se voltou para as negociações entre a União e a Petrobras acerca da capitalização da estatal, na quinta-feira. A possibilidade do presidente do país adiar a abertura de capital da empresa empurrou o dólar novamente ao piso de R$1,75. Assim como a expectativa dos operadores de interferência mais agressiva do Banco Central no mercado de câmbio, que segurou a queda da moeda estrangeira. Dados internacionais negativos dos EUA e Europa ajudaram o dólar a ter valorização, no entanto a moeda manteve-se no patamar e fechou negociado no mercado interbancário de câmbio a R$1,756, valorização de 0,17% no dia. E no mercado futuro a R$1,7597, alta de 0,38%.O Banco Central realizou leilão para compra de dólares e fixou a taxa de corte em R$ 1,7606.
A semana fecha com leve valorização do dólar comercial de 0,17% cotado a R$1,759 no mercado interbancário de câmbio. Com cenário internacional negativo, nos EUA em reflexo de dados ruins de auxílio-desemprego e de atividade manufatureira, divulgados no dia anterior.E na Europa o indicador FTSEurofirst 300 cedeu até 0,92%, o mercado tornou-se avesso a risco. No Brasil o mercado cambial continuou a mercê das negociações do preço do barril de petróleo para a capitalização da Petrobras, o ministro da fazendo Guido Mantega afirmou que esta ocorrerá em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 também esteve em destaque com variação negativa de 0,05% , abaixo das expectativas de mercado, o que reforçou as perspectivas do início da semana sobre a estabilidade da taxa Selic, impulsionando o dólar a se manter no mesmo patamar. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros o dólar à vista encerrou o pregão negociado a R$1,758, queda de 0,1%. O câmbio turismo que iniciou a semana em média à R$1,83 na ponta de venda e R$1,74 na compra, encerra a média de R$1,867 na venda e R$1,74 na compra.
A última semana do mês iniciou com alta do dólar, a moeda saiu do patamar de R$1,75 que manteve na semana anterior, o cenário internacional piorou e os investidores buscaram segurança. Na zona do euro o índice dos gerentes de compras (PMI) caiu de 56,7 em julho para 56,1 em agosto, somado a expectativa de que o Banco Central Europeu irá manter à liquidez forte, demonstraram a fragilidade desse mercado. No Brasil o que favoreceu a desvalorização do real foi a divulgação do Banco Central do déficit de US$4,5 bilhões nas transações correntes em julho.O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,768 no mercado interbancário de câmbio, alta de 0,51% no dia. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,766, ganho de 0,46.
Os Estados Unidos divulgou, na terça-feira, queda recorde nas vendas de moradias usadas, -27% em julho, desvalorizado o dólar frente outras moedas. Durante a sessão, exportadores aproveitaram a alta dos dias anteriores para trocar dólares por reais. E com término das férias de verão no hemisfério norte, empresas brasileiras se preparam para emitir bônus e a capitalização da Petrobras, mantida para setembro, aumentaram espera por entrada de fluxo cambial, que valorizou a moeda nacional. O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,765 no mercado interbancário de câmbio, no mercado futuro o dólar negociado à vista encerrou o pregão,um pouco mais baixo, a R$ 1,7633.
O cenário exterior obteve piora na quarta-feira, o crescimento de novas encomendas de bens duráveis nos EUA registrou o maior declínio em um ano e meio e na Europa o reflexo do rebaixamento do rating da Irlanda pela Standard & Poor's, gerando valorização do dólar pela manhã, mas com a reação do mercado internacional com recuperação das bolsas norte-americanas e o aumento da confiança dos empresários da Alemanha, em agosto, o câmbio fechou estável com leva alta de 0,06%. No País o Índice de preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,21 por cento na terceira quadrissemana de agosto, as expecativas de uma Selic estável caíram. Notícias de que a Petrobras e a União definiram o preço do final do barril de petróleo, animaram o mercado e ajudou na leve alta do dólar, que fechou no mercado interbancário de câmbio a R$1,766 e na BM&F o dólar à vista encerrou a R$1,764.
A quinta-feira foi de menor aversão ao risco no mercado financeiro, os índices acionários registravam queda no mundo todo o que atraiu investidores. Também o noticiário corporativo favorável de grandes empresas como Crédit Agricole e L'Oreal, na Europa e melhora na confiança do consumidor na Alemanha. Nos EUA a expectativa de intervenção do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para melhora da economia adicionado a dados melhores sobre o desemprego ajudaram na valorização das bolsas. No mercado doméstico de câmbio favoreceu o real as expectativas de grande entrada de fluxo cambial pela Petrobras e outras empresas. Com a baixa do dólar as posições vendidas de estrangeiros no mercado futuro e cupom cambial (DDI) superaram 8 milhões de dólares, dados da BM&FBovespa, o que fez com que o cupom cambial subisse para 1,79 por cento no vencimento de outubro. No leilão realizado por volta das 15h35, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7623. O dólar comercial no mercado interbancário de câmbio fechou a R$1,762, no mercado futuro a desvalorização foi de 0,12%, fechando a R$1,7618.
Na sexta-feira o dólar continuou a se desvalorizar. Nos Estados Unidos, em função da revisão do Produto Interno Bruto (PIB) menos negativa que o esperado, para 1,6%. E do discurso do presidente do Fed (banco central americano) Bem Bernake de que o banco central está pronto tomar medidas necessárias a melhora da economia, no entanto o mercado esperava uma política mais objetiva. Na Europa o que favoreceu o risco foi o crescimento da economia da Grã-Bretanha de 1,2 por cento, maior desde 2001. Nacionalmente o que ainda moveu os mercados foram as expectativas da abertura de capital da Petrobras para setembro. Os agentes realizavam rolagem de contratos futuros na BM&FBovespa a favor de uma taxa de referência mais baixa favorecendo a queda do dólar.
No mês o dólar acumulou queda de 0,11% e no ano, alta de 0,57%, no mercado interbancário de câmbio. Na semana a divisa acumulou depreciação de 0,40 por cento. Na sexta-feira encerrou em baixa de 0,51% a R$ 1,753 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros o dólar a vista teve queda de 0,56% no dia, cotado a R$1,7519. No seguimento turismo iniciou a semana a R$1,883 na venda e encerrou a R$1,84, na ponta de compra teve início a R$1,707 e encerrou a R$1,71.
Analista: Aline Karla Serpa Rilo das Neves - Centro de Inteligência em Mercados.
Fontes: Reuters e Agência Estado.