O mercado do leite começou 2011 equilibrado e com ótimas expectativas de curto prazo. Alguns fatores poderão determinar o comportamento de seu mercado no primeiro quadrimestre do ano como à produção nacional e os preços externos.
O preço pago ao produtor de leite nos últimos meses vem se mantendo em alta e com isso os produtores estão mais otimistas. No mês de dezembro, a média de produção ficou aproximadamente 20% a mais em relação ao mesmo período no ano de 2009.
De acordo com Pedro Francisco Ferreira, presidente da Cooperativa de Patos de Minas pode-se explicar essa alta através do aumento do custo de produção da soja e do milho. Outro fator que justifica essa alta de acordo com o presidente da Cooperativa é a estabilidade do consumo. "Nós tivemos no final do ano um consumo estável. Caiu um pouquinho, mas no final de ano o normal é cair significativo. Graças a Deus o consumo interno está se mantendo estável", justifica Pedro Ferreira.
Entretanto, acredita- se em um ajuste no preço do leite. Noé Rodrigues, secretário regional da Agricultura, afirmou que "Tal como houve num passado recente algum ajustamento no preço do leite, é natural que haja, e seguramente que vai haver, ajustamentos no decorrer deste ano para acompanhar toda essa evolução em alta dos preços".
No estado da Bahia a Federação da Agricultura do Estado e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural juntamente com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e o Sebrae lançam projeto para aumentar a produção de leite. Apesar de possuir o terceiro maior rebanho de vacas leiteiras, o estado representa somente 3,45% do leite produzido no país. O projeto denominado Geraleite, "pretende atuar em toda a cadeia produtiva, desde o insumo, passando pela produção, até a indústria", salienta Luiz Sande, gerente da Faeb/Senar.
No Rio de Janeiro, o excesso de chuvas tem prejudicado os produtores no escoamento do leite. Já no Rio Grande do Sul, a seca gerou uma queda de 50% no leite, essa queda está ligada à perda de alguns animais. Em Minas Gerais, a produção de leite terá um aumento de 67%. Esse aumento está ligado à utilização de tecnologias simples e de baixo custo, que visam ao aumento da produtividade. No estado de São Paulo as chuvas também afetaram a produção do leite. O preço do leite caiu 30% e segundo Tiago Albanezi, diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), "A queda ocorre porque as chuvas ampliaram a oferta de pastagem, que é o principal alimento das vacas e, assim, aumentou a produção de leite e os preços caíram".
No cenário mundial, os preços dos lácteos continuaram subindo. Os preços de exportação do produto apresentaram alta. Na Oceânia, maior alta, o preço médio do leite em pó inteiro fechou em 3.737,5 dólares/tonelada, leite em pó desnatado em 3.425 dólares/tonelada, queijo cheddar 4.350 dólares/tonelada e a manteiga em 4.900 dólares/tonelada, valorizações de respectivamente 5,3%, 10,5%, 4,8% e 8,9¨%.
Na União Européia, o preço médio do leite em pó inteiro fechou em 3.837,5 dólares/tonelada, leite em pó desnatado 3.175 dólares/tonelada, soro em pó 1.125 dólares/tonelada e a manteiga fechou em 4.900 dólares/tonelada, aumentos de 0,7%, 5,8%, 5,9% e 0,5%. Na Austrália e Nova Zelândia, o clima prejudicou a produção e melhoras só devem ocorrer a partir de Agosto.
Fonte: Agrocim,Milknet ,Milkpoint
Analista: Regina Barbosa Torres
Centro de Inteligência em Mercados