Contrariando o previsto, ainda não entraram em operação as linhas de crédito para capital de giro e para aquisição de matrizes anunciadas há 15 dias pelo governo estadual como uma das ações para estimular o crescimento do rebanho de 3,5 milhões de ovinos no Rio Grande do Sul.
No caso da retenção de matrizes, o convênio entre governo e banco, prevendo a equalização dos juros através do Fundovinos, condição para que a linha seja liberada, está na dependência da aprovação da minuta. Na semana passada, o texto passou por ajustes solicitados pela Secretaria da Fazenda para adequação à legislação e aguarda uma nova análise. O dinheiro para aquisição também não chegou ao produtor, pois depende da conclusão de modificações no sistema do Banrisul para aceitação do novo prazo de pagamento, de cinco anos.
Enquanto esperam a liberação do crédito, os ovinocultores podem ganhar tempo. O superintendente da Unidade de Negócios Rurais do Banrisul, Luiz Fernando Nunes, orienta os interessados a atualizar o cadastro junto à sua agência e a solicitar a declaração de estoque de ventres ovinos existentes em sua propriedade na Inspetoria Veterinária e Zootécnica do município de origem. Assim, quando o recurso estiver disponível, será possível dar andamento mais rápido ao crédito. No total, há R$ 102 milhões à disposição para as duas linhas.