Cooperativas e produtores se dizem satisfeitos com elevação nos valores e apostam em um crescimento ainda maior da safra
O Banco do Brasil lançou nesa segunda-feira (4) em Londrina o plano safra 2011/12 para a contratação de serviços. De acordo com o superintendente regional do banco, Flávio Mazzaro, a região deverá captar nesse ciclo cerca de R$ 1,3 bilhões, R$ 300 milhões a mais do que foi disponibilizado no ano anterior. Para todo o Paraná, segundo ele, serão disponibilizados R$ 7,33 bilhões, 17,4% a mais do que na safra 2010/11.
De acordo com Mazzaro, a agricultura empresarial paranaense consumirá R$ 5,97 milhões e a familiar R$ 1,36 milhões. ''Já estamos preparados para esta nova safra, pois o produtor quer investir. O nosso planejamento neste novo ciclo é crescer 40% em relação à safra passada em disponibilidade de crédito para atender agricultura, pecuária e agroindústria'', informou. Ele reforçou que a bovinocultura deverá ser um dos destaques de fomento no norte paranaense em 2011.
Segundo o superintendente do BB, o limite de financiamento por pecuarista passou de R$ 500 mil para R$ 750 mil a um juro de 6,75% ao ano, com cinco anos de prazo e 18 meses de carência. O produtor Humberto Barros, da região de Umuarama, reforçou que o aumento do crédito amplia o potencial do setor. ''A pecuária está moderna, pois queremos uma produção de qualidade e sustentável. Necessitamos de bons pastos e mais animais por hectare e tudo isso demanda recursos'', sublinhou.
Segundo Mazzaro, não só a pecuária deverá ser priorizada, mas todos os setores produtivos. Para ele, o Paraná deverá contar com mais 67 carteiras de fomento ao agronegócio. ''Um desses programas é a melhoria do seguro soja, que garantirá a diferença do faturamento ocasionado por possíveis perdas nas lavouras ocorridas por eventos climáticos. Além disso, garantimos o ressarcimento da redução de receita causada por uma possível depreciação do mercado'', destacou.
Outra mudança na proposta para a safra 2011/12 do banco é a elevação do valor do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) que passa de R$ 500 mil para R$ 700 mil por beneficiado. Além disso, a instituição melhorou as condições para os endividamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Se a dívida do produtor for de até R$ 10 mil, os juros cobrados passarão a ser de 1%. Acima disso, o valor passa para os parâmetros atuais, cerca de 2%.
Cooperativismo
Para o presidente da Cooperativa Integrada, Carlos Murate, o banco está ''enchergando'' o produtor rural. Nesta safra, a cooperativa deve captar da instituição cerca de R$ 60 milhões. No ciclo anterior, foram resgatados em torno de R$ 80 milhões. Porém, segundo a cooperativa, os recursos adquiridos no ano passado foram para longo prazo, por isso o valor diminuiu neste ano.
Os investimentos da Integrada, segundo Murate, foram ligados ao sistema de armazenagem de soja, milho e trigo. ''Além disso, estamos captando mais R$ 30 milhões para a construção de uma unidade processadora de milho na região de Andirá. Voltada exclusivamente para o setor de alimentos, a fábrica terá uma capacidade de processamento de 300 mil toneladas de milho ao ano'', enfatizou.
O foco da cooperativa, segundo o presidente, é agregar valor à produção de milho por meio da industrialização da commodity, já que trata-se de uma cultura que sofre constantes oscilações de preços no mercado. ''O Banco do Brasil é o nosso parceiro e nosso integrado está junto'', apontou.