As demais estão em Diamantino, com dois registros, Campos de Júlio, Campo Novo dos Parecis, Tangará da Serra e Comodoro, com um foco em cada cidade. Apesar do setor da sojicultura estadual enfrentar a ferrugem asiática com cautela, o volume de focos ainda é considerado baixo.
"Estes focos não representam nenhuma quebra na produção", comenta o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/ MT), Carlos Fávaro. Porém, o gerente técnico da associação, Luiz Nery Ribas, atesta que o fungo ainda vai se proliferar mais pelas lavouras mato-grossenses, em decorrência do clima quente e úmido ideal para sua pulverização. Mas, lembra que se os produtores continuarem monitorando suas plantações, os impactos não serão significativos.
Nesta safra o primeiro registro da doença ocorreu em 12 de janeiro, exatamente dois meses depois do primeiro caso registrado na safra 2009/2010, em 12 de novembro de 2009. A ferrugem asiática é a doença severa que ataca a lavoura de soja e a sua proliferação poderá acarretar em sérios prejuízos.
Lento - Dos 6,219 milhões de hectares destinados ao plantio da soja em Mato Grosso da safra 2010/2011, apenas 4% foi colhido. No ciclo anterior, nesta época do ano, já era mais de 10% da lavoura retirada do solo pelo produtor. Conforme o diretor administrativo da Aprosoja/MT, o atraso já era esperado, em virtude da demora no plantio da oleaginosa, que só foi ocorrer no final de outubro de 2010. Fávaro comenta ainda que para o início de safra a produtividade está positiva, visto estar em torno de 55 sacas por hectare.