Dia positivo no mercado cafeeiro. Em N.Y. a posição maio atingiu máxima de + 8,95 pontos fechando com +5,55. Compras acompanhando o bom desempenho dos mercados impulsionaram as cotações, refletindo um certo alivio dos investidores em meio a sinais de progresso nos esforços do Japão para conter os problemas nos reatores da usinas de Daiichi, em Fukushima.
O dólar comercial fechou hoje em alta pelo terceiro dia consecutivo. A moeda encerrou o dia com valorização de 0,30%, a R$ 1,6800. O fluxo cambial negativo hoje, decorrente de uma saída financeira de um hedge fund estrangeiro que teria zerado posição no Brasil, segundo um operador de um banco local, contribuiu para o avanço da moeda e um aumento do giro financeiro à vista, enquanto no mercado futuro de dólar o volume de negócios manteve-se alto. Os agentes de câmbio iniciaram a sessão vespertina ajustando posições "compradas", ainda em meio aos recorrentes rumores de que o governo pode elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), sobretudo nas captações externas de empresas e bancos brasileiros de curto prazo, que estão sendo as principais responsáveis pelo fluxo de dólares para o País. A entrevis ta da presidente Dilma Rousseff ao Valor Econômico reforçou essa expectativa, já que ela não desmentiu os estudos para conter a valorização cambial.
O leilão de venda de 3.094.213 quilos de café em grãos (51.570 sacas de 60 kg), safra 2002/2003, realizado hoje de manhã pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi concluído sem interesse de compradores. Conforme aviso de venda número 075/11, o produto é oriundo dos contratos de opção adquiridos pelo governo no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos. A Conab definiu preço de abertura de R$ 7,67 por quilo, ou R$ 460,20 a saca. Esse mesmo produto já foi ofertado em leilão no dia 22 de fevereiro e em 3 de março, pelo mesmo valor de abertura, mas não houve interesse de compra. Os cafés estão depositados no Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.
A Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou as receitas cambiais referentes ao primeiro bimestre de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010:
Exportação de café verde apresentou elevação de 76,73%. O faturamento alcançou US$ 1,143 bilhão, ante US$ 646,7 milhões. O volume embarcado no período teve alta de 21,59%, para 304.129 toneladas ante 250.129 t no primeiro bimestre de 2010. O preço médio de exportação teve elevação de 45,35% no período, de US$ 2.585/t para US$ 3.758/t. A receita cambial cresceu entre todos os 15 principais destinos do café verde brasileiro no bimestre. Os destaques de alta, em termos porcentuais, foram: Coreia do Sul (176,41%), Noruega (170,01%), Rússia (115,16%), Estados Unidos (106,93%) e Bélgica (103,71%). O principal comprador de café verde brasileiro no bimestre, em volume, foi a Alemanha, que apresentou aumento de 18,89% ante o primeiro bimestre de 2010. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (alta de 40,82%). Entre os principais compradores, cresceu significativamente o volume embarcado para Coreia do Sul (75,38%), Nor uega (71,91%), Síria (46,52%) e Rússia (41,66%). Em termos porcentuais, houve queda no volume vendido para apenas quatro destinos: Suécia (-10,50%), França (-7,76%), Países Baixos (-7,74%) e Reino Unido (-3,32%).
Exportação café torrado e moído apresentou queda de 12,99% . Os industriais faturaram US$ 3,456 milhões, em comparação com US$ 3,972 milhões em 2010. O País exportou no período 554 toneladas do produto, com redução de 25,03% em relação ao ano anterior (739 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 6.238/t, ante US$ 5.375/t, representando elevação de 16,06%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 11,02%, em termos de receita. O segundo principal mercado é a Itália (+32,84%), seguida de Chile (+147,50%).
Exportação de café solúvel apresentou elevação de 7,67% . Os industriais faturaram US$ 77,075 milhões, em comparação com US$ 71,586 milhões entre janeiro e fevereiro do ano passado. O País exportou no período 7.317 toneladas, com leve aumento de 1,74% em relação a 2010 (10.354 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 7.317/t, ante US$ 6.914/t em 2010, representando elevação de 5,83%. Segundo o relatório, a Rússia foi o principal do destino do café processado brasileiro no bimestre, com redução de 9,16% em termos de receita sobre 2010. Mas foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Finlândia (742,10%), Coreia do Sul (556,01%), Hungria (267,53%) e Canadá (256,27%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, além da Rússia, cinco países tiveram redução em receita cambial. O desempenho foi negativo para Ucrâ nia (-64,21%), Reino Unido (-59,87%), Chile (-26,15%), Argentina (-23,11%) e Japão (-22,99%). O principal comprador de café solúvel brasileiro no bimestre, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram elevação de 19,73% ante 2010. O segundo principal importador foi a Rússia (-16,69%). Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Hungria (439,13%), Países Baixos (393,10%), Coreia do Sul (384,51%) e Finlândia (383,22%). O volume embarcado reduziu para seis destinos, entre os 15 principais mercados: Ucrânia (-63,43%), Reino Unido (-59,28%), Chile (-33,52%), Argentina (-25,58%), Japão (-24,46%) e Rússia (-16,69%).