Papas e cereais, leite, bolachas, queijo, cafés e cervejas são alguns dos produtos mais afectados pela subida galopante dos preços das matérias-primas alimentares. Todas as empresas que precisam de trigo e milho, leite, cacau, açúcar ou café para a confecção dos seus produtos estão a aumentar os preços devido à subidas dos custos de produção. Unilever, Nestlé, Unicer e Central de Cervejas já subiram os preços.
Os preços dos produtos da Unilever-Jerónimo Martins aumentaram, em média, 2% ainda no final de 2010, adiantou ao Diário Económico Jorge Lopes, director de comunicação da empresa.
Os produtos da Nestlé - de papas para crianças ao Nesquick e aos temperos da Maggi - ficaram 4% a 6% mais caros, entre Janeiro e Fevereiro. As cervejeiras Central de Cervejas e Unicer aumentaram os preços das bebidas 5% e 6%, respectivamente, ao passo que as quatro marcas de café da Nestlé - Sical, Tofa, Christina e Buondi - subiram 7,5% os preços. As empresas de lacticínios ainda não conseguiram cobrar mais, mas "será uma questão de tempo".