A Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Acessórios de Viagem (Abiacav) concluiu seu estudo setorial realizado em parceria com o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI). A informação é do diretor-executivo da entidade Mario Frassati. Segundo ele, o levantamento, inédito, servirá de base para que a entidade pressione o Governo Federal, através de uma reunião na Secretaria da Fazenda que deve ser marcada nos próximos dias, para a redução à zero do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que atualmente está em 10% para artefatos de couro.
No estudo, que ainda não pode ser divulgado integralmente, constam dados setoriais de 1.790 indústrias de artefatos de couro e acessórios para viagem - exceto selaria e EPI - que empregam 22.551 pessoas diretamente e tiveram um faturamento de R$ 2,3 bilhões em 2009. Frassati explica que muitas das empresas pesquisadas pelo IEMI já não existiam mais, somente o CNPJ permanecia na ativa. "Este estudo é de suma importância, pois nos permitiu conhecer nosso mercado de atuação e vai nos viabilizar decisões estratégicas no futuro", avalia o dirigente. Para ele, não existe razão de materiais escolares terem isenção do IPI e as mochilas que os levam não. Além do mais, continua o diretor, o fim do IPI iria reduzir a informalidade do setor, que hoje chega a mais de 50%.
Frassati ressalta que no estudo, que será apresentado em todo o Brasil a partir da Couromoda - feira calçadista que ocorre de 17 a 20 de janeiro, em São Paulo/SP - irá demonstrar qual a renúncia fiscal que o Governo Federal terá com a isenção e quais os ganhos sociais e econômicos. "O valor médio dos artefatos devem cair em torno de 10% no varejo e isso vai movimentar o mercado, gerando empregos e renda", acrescenta. O diretor avalia que a confiança da entidade em uma aprovação da isenção é grande, mas que as empresas de todo o Brasil devem se engajar na luta pela causa. "A partir do primeiro semestre de 2011 vamos percorrer todos os polos do País apresentando o estudo para fortalecer ainda mais esse pleito", afirma. O estudo realizado teve um custo inicial de R$ 80 mil.