Conhecer a fundo as caracteriÌsticas da produçaÌo de leite em Mato Grosso. Este eÌ o objetivo de um diagnoÌstico encomendado pelo Sistema Famato que começa a ser executado a partir deste meÌs. O presidente da federaçaÌo, Rui Prado, acredita que traçar o perfil da cadeia leiteira do Estado eÌ fundamental para a verticalizaçaÌo do setor. "O setor laÌcteo eÌ um dos que mais crescem. Para alavancar esta produçaÌo e ter melhores resultados, buscaremos na pesquisa o suporte necessaÌrio".
O trabalho seraÌ coordenado pelo professor SebastiaÌo Teixeira, da Universidade Federal de Viçosa (MG), que jaÌ realiza este tipo de estudo em vaÌrias regioÌes do Brasil. Ele explica que seraÌ feito um questionaÌrio a ser aplicado em campo, para avaliaçoÌes quantitativas e qualitativas. SeraÌo entrevistados 380 produtores das bacias leiteiras com maior aptidaÌo produtiva com destaque para Pontes e Lacerda, GuarantaÌ do Norte, Araputanga, RondonoÌpolis e Terra Nova do Norte.
"Vamos abordar todos os aspectos que a produçaÌo do Estado nos permite. SeraÌ um trabalho aÌrduo que, com certeza, iraÌ nos mostrar a realidade do leite mato-grossense", antecipa o pesquisador. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatiÌstica (IBGE) realizado na regiaÌo Centro-Oeste do Brasil, Mato Grosso produziu 657 milhoÌes de litros de leite em 2008, ficando atraÌs de GoiaÌs, com 2,874 milhoÌes de litros, e aÌ frente de Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, que registraram 496 milhoÌes de litros e 29 milhoÌes de litros, respectivamente.
No entanto, em um comparativo de evoluçaÌo da produçaÌo (1998 a 2008), Mato Grosso cresceu 61,82%, enquanto que o iÌndice de GoiaÌs foi de 45,22%, de Mato Grosso do Sul, 16,16%, e do DF, uma baixa de 12,12%. "Mato Grosso tem potencial de atingir os mesmos iÌndices dos maiores estados produtores do paiÌs. Por isso, temos que conhecer melhor nossa produçaÌo", salienta Prado.
JoseÌ Honorato, produtor na regiaÌo de SaÌo JoseÌ dos Quatro Marcos, eÌ um dos que apostam no crescimento do setor. Em sua propriedade, onde o leite eÌ a atividade principal, produz 500 litros por dia de um rebanho de 60 vacas. Ele acredita que o levantamento poderaÌ contribuir para a profissionalizaçaÌo da atividade e ainda na regulaçaÌo dos preços, que oscilaram de R$ 0,54 a R$ 0,92 o litro. Atualmente, a meÌdia eÌ R$ 0,54. "Estaremos com as porteiras abertas, pois eÌ disso que a atividade precisa para crescer, afinal nossa regiaÌo eÌ bastante dependente do leite".
AleÌm das propriedades rurais, tambeÌm seraÌo entrevistados diretores das maiores induÌstrias (cooperativas) laticinistas situadas nas regioÌes Oeste, Centro-Sul e Norte. Para o gerente da Aprendizagem Rural do Senar, Maciel Becker, o estudo auxiliaraÌ na identificaçaÌo das maiores demandas pela qualificaçaÌo de maÌo de obra, papel assumido pela entidade. "Precisamos saber quais saÌo as especificidades de cada regiaÌo para atuarmos de maneira mais incisiva na capacitaçaÌo dos trabalhadores da pecuaÌria leiteira". O diagnoÌstico eÌ realizado pela Famato, Senar, Imea e OCB/MT.