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   18/01/2011 - 20:04:13

Flores tipo exportação

Quem investiu na produção de flores para exportação reclama da falta de infra-estrutura

Fonte: Globo Rural



A produção de flores é uma importante fonte de renda no município de São Benedito, no Ceará. Mas, quem investiu na produção para exportação reclama da falta de infra-estrutura e da dificuldade na hora de expandir o negócio.

Quando a empresa se instalou há 10 anos no município de São Benedito, na Serra da Ibiapaba, o objetivo era cultivar rosas apenas para a exportação. Mas ao longo de uma década, setenta por cento da produção, que hoje chega a 250 mil hastes por mês, é comercializada no Brasil.

A principal dificuldade da empresa tem sido a falta de vôos diretos para a Europa. Atualmente, o máximo que a empresa tem conseguido é um voo por semana. O resultado é que cada vez mais a empresa é obrigada a vender as rosas para o mercado local.

"A gente não tem voo suficiente para levar nossa produção para que tenha um produto sempre novo na Europa", disse o supervisor de logística Janiclécio Campos.

Sem alternativa, as exportações acumulam quedas a cada ano. Em 2009, a empresa exportou 3,7 milhões de hastes. No ano passado, esse número caiu para 2,7 milhões.

Em contraponto a esta situação estão os floristas que preferem produzir apenas para atender aos pedidos do Brasil. O agricultor Claudio Fogaça explicou que é bem mais rentável vender no país.

"Em meados de 2010 até o final do ano faltou flor no mercado. Hoje também está faltando. O mercado está aquecido ainda", disse Fogaça;

Os dois hectares de crisântemos, produção de 2,5 mil pacotes por semana, não tem sido o suficiente para suprir os pedidos que vem dos estados do Nordeste e Norte do país. Por isso, ele pretende expandir e gerar mais empregos.

"Isso faz com a gente tenha uma condição de vida melhor. Eu estou terminando de construir minha casa", contou o trabalhador rural Evangelista Batista.

As vendas no Brasil vão bem, mas o mercado de rosas sofre com problemas de logística para exportar o produto.

"O destino final das rosas do Ceará são para Amsterdam, maior centro de comercialização. Hoje, temos dois voos: um saindo via Fortaleza e outro via Guarulhos. A problemática que estamos enfrentando hoje é justamente esse voo que vai direto para São Paulo. O voo é doméstico. O material não é acondicionado e ocorre muito manuseio. Com essa demora, a qualidade reduz significativamente o tempo de vida útil da rosa", explicou Ticiana Batista, gerente da agência de desenvolvimento do Ceará.

 

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