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   05/04/2011 - 14:22:33

IBGE: preços de alimentos aos produtores crescem 21,24% em 2010

Os preços praticados pela indústria acumularam uma variação média de 8,04% no ano passado

Fonte: Notícias agrícolas



Os preços praticados pela indústria acumularam uma variação média de 8,04% no ano passado, segundo informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografica e Estatística (IBGE). Das 23 atividades pesquisadas, 20 registraram aumentos de preços no ano, sendo a principal alta ocorrida em produtos alimentícios (21,24%). O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pela primeira vez nesta terça-feira, mede os preços "na porta das fábricas" e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam nos preços ao consumidor.

Os setores têxteis e outros químicos foram outros com grande variação no período, de 19,81% e 15,76%, respectivamente. As três atividades com variações negativas foram equipamentos de informática (-5,03%), outros equipamentos de transporte (-0,75%) e veículos automotores (-0,15%).

De acordo com o IBGE, a alta nos alimentos ocorre no cenário de elevação mundial dos preços das commodities. Cerca de 40% do indicador é representado pelos aumentos observados em açúcar cristal; tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja; carnes bovina; sucos concentrados de laranja; e óleo de soja refinado.

Índice acelera 0,60% em março
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,60% em fevereiro quando comparado com o mês anterior, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é superior ao alcançado em janeiro (0,40%) e em dezembro de 2010 (0,43%).

Quando comparado com fevereiro do ano anterior, os preços variaram 6,21% em fevereiro e 6,88% em janeiro. O indicador fechou 2010 em 8,04% e a variação acumulada até fevereiro de 2011 foi de 1%.

Dezesseis das 23 atividades pesquisadas apresentaram altas de preços, segundo o IBGE. As quatro maiores variações em relação a janeiro foram em produtos químicos (3,39%), têxteis (2,51%), calçados e produtos de couro (2,46%) e vestuário e acessórios (2,03%).

Os itens com maior influência na variação de fevereiro ante janeiro foram produtos químicos (0,36 pontos percentuais), refino de petróleo e produtos de álcool (0,09 pontos percentuais), metalurgia (0,09 pontos percentuais) e produtos alimentícios (-0,09 pontos percentuais). Os mesmos setores foram os de maior influência em janeiro (0,40%).

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