Ao sabor das variações de humor dos investidores internacionais, os preços futuros do café tiveram uma semana de forte volatilidade. Na bolsa de Nova York, a commodity sofreu perdas expressivas entre segunda e terça-feira, mas recuperou-se de boa parte delas nos dias seguintes.
Na sexta-feira, os contratos com vencimento em março fecharam o pregão cotados a US$ 2,3380 por libra-pesa, em alta de 320 pontos ou 1,38%. Na semana, porém, a posição acumulou uma desvalorização de 1,99%.
O pregão do café, assim como o de outras commodities e ativos de risco, oscilou basicamente em torno das notícias - ora negativas, ora positivas - sobre o desenrolar da crise na Grécia. Os preços do café são particularmente sensíveis ao comportamento do dólar americano ante moedas como o real.
Do ponto de vista dos fundamentos, explica Gil Barabach, analista da consultoria Safras & Mercados, o mercado é pressionado pelo avanço da colheita do café na Colômbia e em outros países latinos. "Essa pressão, por outro lado, é suavizada pelo aumento da demanda nos Estados Unidos devido à forte queda das temperaturas antes mesmo do início do inverno", afirma ele.
Segundo Barabach, os preços do café devem continuar, no curto prazo, a oscilar dentro da faixa entre US$ 2,30 e US$ 2,40 por libra-peso, "refletindo o cenário internacional". A partir de dezembro, prevê, as atenções devem se voltar com mais força para o desenvolvimento das lavouras brasileiras e as perspectivas para a safra 2011/12, que deve ser recorde. (GFJ)