Os números divulgados na quarta-feira (01/12) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que o desmatamento na Amazônia alcançou o menor patamar em 22 anos. Mas os dados também revelam um novo problema, talvez mais desafiador: entre agosto de 2009 e julho de 2010, 80% de toda a devastação aconteceu em pequenas propriedades, mais difíceis de fiscalizar.
A predominância de áreas com menos de 25 hectares entre as que mais destroem a floresta tropical é um fato novo. Em 2002, o desmatamento nesses espaços, conhecidos também como "puxadinhos", correspondia a apenas um terço do total.
"Temos uma expansão dos pequenos desmates, que vai necessitar de investimentos específicos", afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que as políticas de controle e fiscalização feitas pelo governo serão direcionadas para as pequenas propriedades em solo amazônico.
Além disso, as novas estratégias de combate ao desmatamento devem priorizar a regularização fundiária, a ampliação de áreas protegidas e a criação de alternativas econômicas para as populações que vivem de atividades ligadas ao desmate.