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   31/07/2009 - 14:56:20

Preço do limão reage e produtores paulistas ganham fôlego

Entressafra da fruta está empurrando os preços para cima, que devem continuar em alta até novembro

Fonte: Campo News



O preço do limão no Estado de São Paulo começa a reagir após um período de baixa que pegou os produtores de surpresa com preços até 80% menores. Nos últimos meses a caixa de 27 kg de limão era vendida entre R$ 3,00 e R$ 5,00

De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura de Itajobi (maior produtor de limão tahiti do Estado de São Paulo), Marcos Traldi, a caixa de 27 quilos está sendo vendida ao preço médio de R$ 10,00, um valor considerado aceitável, mas ainda aquém do ideal.

Até o mês passado, a caixa era vendida entre R$ 3,00 e R$ 5,00, tornando a atividade pouco vantajosa. O motivo foi a demora para a ocorrência de chuvas no ano passado, o que atrasou a safra e aumentou a oferta do produto no período em que, normalmente, os preços começam a ser elevar por conta do frio e da queda na produção. "A nossa entressafra começa em maio, mas com o atraso da colheita, este ano começou em julho", explica Marcos.

As exportações também diminuíram devido à crise financeira mundial, o que ajudou a aumentar a oferta no mercado interno, piorando a situação.

Apesar da alta nos preços, observada nos últimos 15 dias, o baixo consumo no inverno dificulta as vendas. Segundo Maicon Garcia, responsável pelo setor de exportação da empresa Pimentel e Pimentel (produtora e exportadora de limão), as vendas diminuíram com a valorização do produto, o que dificulta uma recuperação dos prejuízos. "Agora, a gente vai ter que esperar até o final do ano para vir a nova safra e melhorar um pouco o mercado", afirma.

Consumo em baixa

O auge do consumo de limão é justamente no verão, já que pesquisas apontam que a fruta é consumida, principalmente, para acompanhar bebidas. "O que movimenta o mercado do limão é a caipirinha", brinca Marcos. Por esse motivo ele acredita que o impacto da queda das exportações seja pequeno, uma vez que grande parte da produção nacional é consumida no mercado interno.

A expectativa dos produtores é que os preços sigam em elevação até novembro, quando se inicia um novo ciclo. No entanto, há o temor de que o mesmo problema se repita na próxima safra. "Meu palpite é que vamos ter complicações novamente na produção, porque este ano as chuvas estão ocorrendo fora do período comum", opina Marcos.

Para evitar uma nova queda brusca nos preços, o agrônomo aposta no fortalecimento da cadeia produtiva. "Falta união dos produtores através das associações para lutar por políticas melhores ao setor", ressalta.

 

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