Nesta sexta-feira (27), a comitiva do governo de Santa Catarina esteve na Bélgica, em Bruxelas, para participar do Encontro na Missão do Brasil junto à União Européia, e buscar a abertura do mercado europeu aos produtos de origem animal catarinense, especialmente carne suína e bovinos vivos.
De acordo com Enori Barbieri, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o encontro objetivou mostrar o interesse do Estado em habilitar seu certificado sanitário animal e exportar carne suína para União Européia. "Nós conquistamos o status de livre de febre aftosa sem vacinação junto a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), mas ainda não conseguimos a certificação que nos possibilitaria a abertura de mercado na Europa", explica.
"Estamos trabalhando com a Europa para abertura de mercado para o Brasil, se quisermos ganhar espaço ainda teremos que nos adaptar a certas regras da União Européia", argumenta o embaixador Ricardo Neiva Tavares. Em novembro deste ano, uma missão européia virá a Santa Catarina para avaliar os avanços sanitários desde a última visita ao Estado em 2009.
Taxa de importação
Durante a reunião, o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues deu continuidade aos trabalhos feitos pelo Estado de Santa Catarina nos últimos anos, intensificando o pleito junto aos organismos internacionais para liberação de novos mercados. Na oportunidade, foi discutida a necessidade de retirar a tarifa de importação de terneiros que hoje é de 1,12 euros por quilo de peso vivo do animal.
O embaixador argumentou que a retirada da taxa passa por um processo de negociações entre Mercosul e União Européia, e provavelmente irá se concretizar em 2014.
"A retirada da taxa de importação de animais é fundamental para que possamos viabilizar o comércio entre Brasil e Itália", completou o secretário João Rodrigues. As exportações catarinenses se darão inicialmente com a Turquia, onde não existe cobrança dessa taxa.
Segundo o secretário João Rodrigues, a principal conquista da viagem foi justamente efetivar os negócios com a Turquia, que irá adquirir quatro mil terneiros ainda este ano. A expectativa é de que até o próximo ano as exportações cheguem a 20 mil cabeças de gado para aquele país.