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   10/08/2011 - 13:57:35

Trigo: Leilões mantém preços pedidos

Grande parte do trigo disponível é classificado como trigo pão tipo 1

Fonte: Notícias Agrícolas



Ao contrário do que se conversava entre moinhos e corretoras, os dois editais de venda dos estoques públicos de trigo da Conab (312 e 313/11) não apresentaram alteração dos preços pedidos, em relação aos últimos eventos, o que de certa forma não auxilia a comercialização dos estoques públicos, e diminui a pressão sobre os preços pagos sobre o produto que ainda resta em mãos de produtores, cooperativas e cerealistas.
 
Fazendo uma síntese da oferta, o volume de 73,454 mil toneladas a ser ofertado é o menor desde o início dos leilões somando-se os dois editais. Assim sendo temos Mato Grosso do Sul com oferta de 1 mil tonelada, Paraná ofertando 12,208 mil toneladas e Rio Grande do Sul com 39,858 mil toneladas. Se tratando na verdade de uma re-oferta, são repetidos os padrões dos últimos leilões, onde grande parte do trigo disponível é classificado como trigo pão tipo 1. Exceção feita ao lote de trigo pão tipo 2 posto no município de Castro-PR, que totaliza apenas 2,7 toneladas. Assim sendo os preços pedidos são R$ 513 pelo trigo pão tipo 1 paulista, R$ 480 pelos lotes paranaenses e gaúchos, sendo que para o lote de trigo pão tipo 2 a pedida é de R$ 441,00/ton. O lote matogrossense tem pedida de também de R$ 513,00/ton.
 
O não rebaixamento dos preços pedidos pode ter uma interpretação legal, uma vez que o preço mínimo estipulados pelo próprio governo é de R$ 477,00 para o trigo pão na Região Sul, e não seria o próprio governo a rebaixar este nível. Se lembrarmos lá atrás, antes do início da intervenção do governo no mercado de trigo, víamos preços bastante apreciados acima até mesmo dos R$ 530/ton no Estado do Paraná, diante de um cenário de preços altos de farinha e moinhos se abastecendo a estas cotações, o que se sucedeu foi uma queda de preços das farinhas em função da ausência de risco de falta de trigo, que puxou consigo as cotações nacionais antes mesmo das quedas internacionais após a volta da Rússia ao mercado de exportação de trigo e a menor especulação em torno do milho, que tinha seu plantio atrasado, porém concluindo dentro do prazo normal.      

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