Como já era esperado, os leilões de ontem da Conab não negociaram nem 1% do que foi ofertado. A não alteração dos preços praticados e a concentração de lotes de trigo pão tipo 1 fizeram com que os moinhos não estivessem ativos na compra do trigo do governo.
De um total de 73,4 mil toneladas disponibilizadas apenas 80 toneladas foram arrematadas, demonstrando que a tendência de queda do trigo no mercado interno neste momento é bastante grande. O equivalente portanto a 0,10%, com uma compra de trigo pão tipo 1 no Estado do Paraná e outra em São Paulo. Nem mesmo o pequeno lote de trigo pão tipo 2 posto em Castro-PR, não teve compradores.
No último evento quarta-feira passada (03/08), já haviam sido negociadas pouco menos de 3% do volume disponível, sendo que observando a lista de compradores temos alguns moinhos, mas também cooperativas que não possuem moinhos e até mesmo empresas que negociam farelo, dando a clara noção de que os preços pedidos não teriam demanda para a indústria moageira.
Se imaginarmos que uma das causas da realização dos leilões seria abrir espaço nos armazéns para novas intervenções do governo, se antecipando as quedas de preços nacionais, isto pode ter sido alcançado talvez não diretamente pelo espaço físico em si, mas pela capitalização da Conab talvez para realização de leilões de PEP, menos custosos aos cofres públicos do que a compra e a armazenagem, ou os custos da armazenagem.
A proximidade da colheita, alguns negócios realizados a preços mais baixos no mercado nacional de trigo e principalmente as margens menores da comercialização de farinha de trigo fazem com que os preços pedidos não sejam vantajosos atualmente ao setor moageiro.