Os frigoríficos mato-grossenses encerraram o mês de julho com um volume de abates de 372 mil cabeças, registrando uma ligeira queda de 0,1% em relação ao mês anterior. O mês de julho foi caracterizado pelo estreitamento das escalas de abates em algumas praças do Estado e pela dificuldade de aquisição de animais junto aos pecuaristas.
Levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola) aponta que por mais um mês o abate de machos obteve incremento (2,5%) e, de fêmeas, recuo de 5,4%. Acompanhando o movimento visto nos meses passados, o abate de fêmeas obteve mais uma queda e, na comparação do acumulado de 2010, com o período de janeiro a julho em 2009, não registrou variação, respondendo por 37% do abate total de Mato Grosso.
No acumulado do ano, o abate de machos chegou a 1,69 milhão de animais, representando crescimento de 17%. Em relação ao acumulado do abate total, a variação de um ano para outro registrou alta de 10,30%. Apesar deste leve recuo, no comparativo com o ano passado os abates registram alta, principalmente quando se analisam os abates de machos.
EXPORTAÇÕES - Os números mostram a evolução dos valores das exportações de carne do Estado de Mato Grosso a partir de janeiro de 2009. Desde o início do ano verificam-se aumentos sucessivos nas cifras geradas pelas exportações mato-grossenses. Neste sentido, no mês de julho se observou um valor de U$S 73,05 milhões, e uma média mensal de R$ 1,77 equivalendo a US$ 1.
Esse valor foi superior em 3,36% na relação com junho, e a taxa de câmbio obteve nesse mesmo período uma leve queda de R$ 0,04, sendo a menor taxa registrada desde o início do ano. Apesar deste recuo na taxa, nota-se durante os quatro últimos meses um crescimento considerável na movimentação financeira das exportações. Esta melhora pode ser explicada pela combinação de dois fatores: a valorização do preço da carne no mercado internacional e a alta do volume exportado.
No mês de julho a taxa de utilização da capacidade industrial total, a qual leva em consideração a estrutura de todas as plantas frigoríficas do Estado, apresentou queda de 2,6% em relação ao mês anterior, registrando 38,2%. Já a utilização da capacidade efetiva, que abrange apenas a plantas em operação no Estado apresentou um recuo maior, 6%, no mesmo período, ficando em 87,13%.
As grandes responsáveis por essa queda na utilização total são as regiões Sudeste e Nordeste, que obtiveram queda de 25,4% e 42,4%, respectivamente. A região Médio-Norte teve acréscimo de 65,4%, segurando a queda observada de junho para julho. Apesar da volta da operação de alguns frigoríficos, a taxa de utilização caiu devido ao decréscimo do abate visto em regiões com grande capacidade de abate instalada.
COTAÇÃO - O boi gordo mato-grossense comercializado iniciou a semana com o preço médio de R$ 78,28/arroba à vista, registrando uma alta de R$ 2,03/arroba, com variação de 2,66% em relação à semana anterior. Seguindo o mesmo ritmo, a vaca gorda terminou sendo negociada a R$ 72,38/arroba à vista, registrando valorização de 2,64% em relação à semana passada.
O mercado de reposição registrou avanço nos preços comparado ao mês anterior e com o mesmo mês do ano anterior. Em relação a julho, o boi magro (12 arrobas) foi o animal que apresentou a maior evolução, com 0,9%, seguido da novilha 18 meses (8,5 arroba) com 0,8%. A bezerra 12 meses (6 arrobas) foi à a única a obter uma ligeira redução: 0,1%.
Ao analisar a variação ocorrida no ano, a vaca magra (10,5 arrobas) demonstrou a maior evolução, ficando com 7,5%, seguido da novilha 18 meses (8,5 arrobas) com 7,4% e o bezerro 8 meses (5,5 arrobas) de 7,2%. A valorização no gado de reposição deve-se ao reaquecimento do mercado da bovinocultura este ano, que foi intensificada em agosto em decorrência da forte seca que atinge algumas regiões do Estado.